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18/09/2012

DEBATE MARCADO POR CRÍTICAS ELOGIOSAS

A equipe do filme A Última Estação provavelmente tenha saído do debate com a certeza de ter feito a coisa certa. Todas as perguntas dirigidas ao diretor Márcio Curi, à produtora Beth Curi, ao roteirista Di Moretti, ao ator Mounir Maasri, ao compositor Patrick De Jong e a todos os demais integrantes do longa-metragem que abriu a 45ª edição do FESTIVAL DE BRASÍLIA DO CINEMA BRASILEIRO eram permeadas de elogios.
 
A mediadora do debate, a jornalista Maria do Rosário Caetano, iniciou a conversa provocando a produção a falar das parcerias internacionais conquistadas pelo filme - A Última Estação, conta com parceria da Day Two Pictures, do Líbano, que viabilizou as filmagens em território libanês e será responsável pela distribuição do filme em todo o Oriente Médio. "Nós tivemos um longo período de pré-produção, ela foi muito detalhada, fizemos vários contatos. Foram quase dois anos neste trabalho e as pessoas foram aparecendo e se juntando ao projeto", disse Beth Curi.
 
A Última Estação conta a saga da imigração libanesa no Brasil na década de 50, a partir da trajetória do personagem Tarik, interpretado pelo ator libanês Mounir Maasri. E, segundo informou Di Moretti, é totalmente baseado em histórias reais. "O meu sogro é quase que uma fonte inesgotável de ideias. Não é o primeiro longa cujo roteiro eu faço me baseando em histórias dele. Ele tem muitas histórias", contou Di Moretti. Mas depois explicou que o roteiro usou parte da história de quem ele chama de "velho Bordokan". "Meu sogro veio para o Brasil em 1953, aos oito anos de idade, acompanhado apenas de seu irmão mais velho. Vieram sozinhos num porão de navio. Até aí, a história é a dele, depois, seguimos outras trajetórias", revelou.
 
De acordo com Di Moretti, para compor a história de A Última Estação, ele pesquisou 10 famílias libanesas e entrevistou mais detalhadamente três delas. "Depois disso, quase rasguei o roteiro inteiro, porque a realidade sempre supera a ficção", afirmou. Mas depois conseguiu construir uma narrativa que contemplasse a história de Tarik e a de seus amigos, todas elas reais. "Quando a esposa de Tarik morre, fizemos questão que fosse em 2001, ano da grande tragédia. Entrevistei 47 libaneses e todos me revelaram o orgulho e a quase humilhação depois do que aconteceu em 2001. Queríamos que a segunda diáspora acontecesse neste momento complicado para o povo muçulmano. Este filme vem resgatar isso".
 
Segundo revelou Márcio Curi, o roteiro inicialmente recebeu duas versões: uma contemplando filmagens apenas no Brasil e outra com a possibilidade de inclusão de filmagens no Líbano. E rodar naquele país só foi possível graças, principalmente, ao empenho do ator Mounir Maasri que conseguiu estabelecer novas parcerias. Mounir contou que "tinha fé" no filme e o sonho de participar de uma produção que ajudasse a desmistificar "o mito romântico do libanês que vai para uma outra parte do mundo, ganha dinheiro e volta ao seu país". Isso não é verdade" - completou o ator. "A maioria dos libaneses que deixou o país é como o personagem "Tarik". Trabalhou e não conseguiu juntar dinheiro para voltar". 
 
A Última Estação estabelece uma ponte muito importante entre o Brasil e o Líbano. Hoje vivem no Brasil cerca de nove milhões de descendentes de libaneses. Três vezes mais do que a população do Líbano. E só no ano passado, informou o ator, foi criado em Beirute o primeiro centro cultural Líbano-Brasil.
 
Márcio Curi também ressaltou a importância do ator em todo o processo de realização do filme. Além de ajudar a viabilizar as parcerias internacionais, Mounir - que é casado com uma brasileira - traduziu os diálogos para o português e ajudou os atores brasileiros a aperfeiçoar o sotaque libanês. Os atores brasilienses João Antônio e Sérgio Fidalgo aproveitaram para elogiar a generosidade de Mounir e a qualidade dos intérpretes libaneses.
 
Curi também informou que, depois de seu lançamento no Brasil, A Última Estação será lançado no Oriente Médio, nos países do norte da África e em muitos outros. Declarou que o filme foi produzido com 3,4 milhões e parceiras que não envolveram recursos mas que foram, da mesma forma, imprescindíveis . Di Moretti concluiu afirmando que a intenção do filme foi mostrar o encontro entre essas duas culturas, sem ser esquemático. E também revelar que é possível conviver com as diferenças.
 
A 45ª edição do FESTIVAL DE BRASÍLIA DO CINEMA BRASILEIRO tem coordenação geral de Sérgio Fidalgo e coordenação adjunta de Graça Coutinho. O Patrocínio é da Petrobras, Terracap e BRB. Apoio da Lei de Incentivo à Cultura, CCBB e Câmara Legislativa do Distrito Federal. Apoio cultural: CiaRio;, Canal Brasil, Revista de Cinema; ITS - Instituto Terceiro Setor, Teatro de Sobradinho e SESC/DF. Realização: Secretaria de Cultura, Governo do Distrito Federal.

 
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