PROGRAMAÇÃO DIÁRIA

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10/08/2012

Lançamentos de livros e DVD

A programação do 45º FESTIVAL DE BRASÍLIA DO CINEMA BRASILEIRO está com uma série de lançamentos que fazem desta uma edição comemorativa. São obras que recuperam um pouco da importância e da trajetória de seu fundador, Paulo Emílio Salles Gomes, em artigos assinados por importantes intelectuais e ex-alunos; que apresentam um mapeamento da produção cinematográfica brasiliense; que oferecem diferentes visões críticas dos filmes premiados pelo FESTIVAL ao longo destes 45 anos de existência; que revelam o importante trabalho realizado pelo programa DOCTV, ligado à Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura; e que apresentam o talento do cineasta Antonio Carlos Fontoura como romancista, no livro Alma. Também estão programados lançamentos de DVDs. O primeiro traz o mais recente filme do documentarista Sílvio Da-Rin, Paralelo 10, que vasculha a política indigenista na Amazônia, e o segundo apresenta uma seleção de curtas do mineiro Helvécio Marins. É só se programar. Todos os eventos têm entrada franca.

 

PROGRAMAÇÃO

SEXTA, DIA 21, 18h

Foyer do Teatro Nacional Cláudio Santoro, acesso livre

CATÁLOGO
BRASÍLIA 5.2 - CINEMA E MEMÓRIA, de Berê Bahia

Obra que apresenta uma ampla pesquisa, baseada em documentos colhidos ao longo de 52 anos de história. Mapeamento da produção brasiliense e do FESTIVAL DE BRASÍLIA DO CINEMA BRASILEIRO desde 1969, primeiro ano em que um filme de Brasília concorreu ao FBCB - Pirenópolis, o Divino e as Máscaras, de Lyonel Lucini, a 2012; Mapa da Mostra Brasília de 1996 a 2012; Cronologia do movimento cineclubista de Brasília; Festivais do Filme Brasiliense (capítulo do Super 8 ao digital); Breve histórico do Polo de Cinema Grande Otelo e Jornal da Tela (curiosidades sobre fatos ocorridos no Festival de Brasília).

Berê Bahia
Nascida na cidade baiana de Jacobina, Berê Bahia se interessou por cinema desde a infância. Em Brasília, foi funcionária do então Ministério da Educação e Cultura, na Embrafilme, quando surgiu o interesse pela pesquisa de filmes brasileiros, a vida de atores, diretores e produtores. Tornou--se também cineclubista e programadora de filmes. Entre os catálogos que lançou, estão O Olhar da Igreja, sobre os filmes premiados com o Margarida de Prata, da CNBB; 100 Anos de Cinema - 1895-1995: O Olhar Poético de Jussara Queiróz; 30 Anos de Cinema e Festival de Brasília do Cinema Brasileiro; Pra Falar da Dor, sobre a vida do ator e apresentador Eduardo Conde: e ainda Luz, Câmera, Mesa e Ação: o cinema brasileiro na cozinha (2003) e finaliza o projeto sobre os 50 anos de cinema na capital federal intitulado Brasília 5.2 - Cinema e Memória.


SÁBADO, DIA 22, 16H

Bamboo Bar - Kubitschek Plaza Hotel, acesso livre

PAULO EMILIO - O HOMEM QUE AMAVA O CINEMA E NÓS QUE O AMÁVAMOS TANTO, organizado por Maria do Rosário Caetano

Um texto reflexivo e bem-humorado, para lembrar e homenagear um de seus fundadores, Paulo Emília Salles Gomes. O livro é fruto de um projeto coletivo - mobilizou 63 pessoas e a equipe do Núcleo de Documentação da Cinemateca Brasileira, sob a organização da jornalista Maria do Rosário Caetano.

Primeiro, foram convocados dois nomes de fundamental importância na história de Paulo Emilio Salles Gomes (1916-1977): sua mulher, Lygia Fagundes Telles, e um de seus amigos mais próximos, Antonio Candido. Em seguida, foram convidados dez articulistas para que abordassem aspectos diversos da trajetória artística, intelectual e política de Paulo Emilio. Assinam os artigos nomes como Luzia Miranda & Pedro Veriano, Lúcio Vilar, Geraldo Veloso, Pablo Gonçalo, Fatimarlei Lunardelli, Walnice Nogueira Galvão, Ismail Xavier, Carlos Augusto Calil, Adilson Mendes e Mateus Araújo. O livro também inclui uma entrevista feita por Carlos Reichenbach, junto com Inácio Araújo e Eder Mazini, com Paulo Emilio para a revista "Cinegrafia" (1974).

Há ainda uma série de depoimentos afetivos, compostos por ex-alunos que estudaram com Paulo Emílio na USP: Ricardo Dias, André Klotzel, Claudio Kahns, Cristina Amaral, Carlos Roberto, Djalma Limongi, Sylvia Bahiense, Raquel Gerber, Alain Fresnot, entre outros.

Maria do Rosário Caetano
Jornalista, nasceu em Coromandel, MG (em 1955), onde permaneceu até os 15 anos. Mudou-se para Brasília, estudou na UnB e trabalhou no Jornal de Brasília, Correio Braziliense, TV Globo-Brasília e em alguns jornais alternativos (Cidade Livre, Cuca Livre, Jornaletras, Eleições Diretas). Ganhou o Prêmio OK de Jornalismo (com reportagens sobre Geraldo Vandré). Viveu na capital federal por 25 anos. Reside há 17 anos em São Paulo. Colabora com a Revista de Cinema e com o jornal Brasil de Fato. É autora dos livros "Cineastas Latino-Americanos - Entrevistas e Filmes" e de três volumes da Coleção Aplauso (João Batista de Andrade, Fernando Meirelles, Marlene França). Escreveu o livro "40 Anos do Festival d e Brasília". Organizou "ABD 30 Anos - Mais Que Uma Entidade Um Estado de Espírito", "Cangaço, o Nordestern no Cinema Brasileiro" e "DocTV - Operação de Rede". Colaborou com o livro "Alle Radici Del Cinema Brasiliano", publicado na Itália (e traduzido pela Revista Alceu, da PUC-Rio), com os álbuns que contaram a história do Festival de Gramado e do CineCeará, entre outros. Recebeu medalhas/homenagens dos festivais de Recife, Tiradentes, Aruanda e Sergipe. Integra os quadros da Abraccine (Associação Brasileira de Críticos de Cinema).


FESTIVAL DE BRASÍLIA DO CINEMA BRASILEIRO, MEMÓRIA CRÍTICA,
organizado por José Carlos Avellar e Hernani Heffner.

Um festival de cinema acontece tanto no momento em que exibe e promove o debate dos filmes que compõem as mostras competitivas e as sessões fora de concurso quanto na discussão de cinema, que, estimulada por ele, se estende ao longo do tempo em críticas, comentários, entrevistas, resenhas e ensaios que passam a circular em jornais e revistas, e hoje também nas mais diversas publicações em internet. Reunidas nessa memória, o conjunto de críticas sobre os filmes de longa-metragem premiados com o Candango de Melhor Filme são um exemplo dessa ampliação do que a cada ano começa aqui, no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. O livro oferece uma seleção de críticas aos filmes vencedores do festival, demonstrando a imensa diversidade de abordagens, de compreensão, de provocações que um título pode suscitar.

José Carlos Avellar
Critico de cinema, com colaborações publicadas em jornais e revistas. Autor, entre outros, dos livros O chão da palavra - cinema e literatura no Brasil, A ponte clandestina, teorias de cinema na América Latina e O cinema dilacerado. Consultor do Festival de Berlim e programador de cinema do Instituto Moreira Salles. Uma coletânea de seus textos se encontra em www.escrevercinema.com.

Hernani Heffner
Diretor de conservação da cinemateca do MAM. Formado em Comunicação Social, habilitação cinema, pela Universidade Federal Fluminense. É diretor de conservação da cinemateca do MAM. Ministra as disciplinas Cinema Brasileiro e Cinema Mundial na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Documentário Silencioso Brasileiro na Fundação Getúlio Vargas, e História do Cinema Mundial, no CINETV-PR da Faculdade de Artes do Paraná. Entre os últimos textos publicados estão artigos para as coletâneas Cinema: Aprender e Desaprender (Booklinks, 2007), Ciência em foco: relações entre cinema e ciência (Garamond, 2008) e Aprender com experiências do cinema (Booklinks, 2009).


DOCTV - Operação de Rede
, organizado por Maria do Rosário Caetano, com apresentação do ex-secretário do Audiovisual, Orlando Senna, e editado pelo Instituto Cinema em Transe.

O programa foi criado em 2003 pela Secretaria do Audiovisual e até 2010 havia produzido mais de 170 filmes, com a exibição de mais de três mil horas de documentários nas TVs públicas do Brasil. O livro conta informações sobre os mais de 200 documentários realizados no Brasil e em outros países e com a colaboração de 10 estudiosos do cinema brasileiro de renome. Cada um escolheu um filme para analisar: Cidadão Jacaré, de Firmindo Holanda e Petrus Cariry, por Amir Labaki; Jesus no Mundo Maravilha, de Newton Cannito, por Jean-Claude Bernardet; Morro do Céu, de Gustavo Spolidoro, por Ivonete Pinto; Preto Contra Branco, de Wagner Morales, por Ismail Xavier; Depois Rola o Mocotó, de Demora Herzenhut e Jeferson Oliveira, por Ivana Bentes; Acidente, de Cao Guimarães e Pablo Lobato, por Carlos Alberto de Mattos; Avenida Brasília Formosa, de Gabriel Mascaro, por de Neusa Barbosa;  Inal Mama, de Eduardo Lopez, por Lúcio Vilar; Querido Camilo, de Daniel Ross e Júlio Molina, por Suzana Schild; As Vilas Volantes, de Alexandre Veras, por Karla Holanda. O livro é uma publicação do Instituto Cinema em Transe, em convênio com a Secretaria do Audiovisual.


ALMA
, de Antônio Carlos Fontoura, publicado pelo Cine Literário

Segundo José Loureiro, o autor levou anos para compor o romance Alma, que é uma caixa de surpresas e, também, de certa maneira, uma homenagem à saudosa roteirista Regina Lúcia Viana Braga.

Antonio Carlos da Fontoura
Produz, escreve e dirige para cinema e televisão. Nome de referência do Cinema Novo. Entre suas obras destacam-se os curtas Heitor dos Prazeres (1965), Ver/Ouvir (1966), Meu Nome é Gal (1970), Mutantes (1970), Brasília Segundo Alberto Cavalcanti (1972) e Ouro Preto e Scliar (1972); dirigiu os longas Copacabana Me Engana (1968), A Rainha Diaba (1973), Cordão de Ouro (1976), Espelho de Carne (1985), Uma Aventura do Zico (1998) e No Meio Da Rua (2006). Na televisão, dirigiu os seriados Ciranda Cirandinha, Plantão de Polícia, Você Decide, Brava Gente e Carga Pesada, as minisséries Chapadão do Bugre e Capitães da Areia. Seu trabalho mais recente é o roteiro e direção do longa Gatão de Meia Idade, de 2006. Diversos trabalhos seus tiveram extensa participação e premiação em mostras e festivais no Brasil e no exterior.


DVD - Paralelo 10
, de Silvio Da-Rin, 87min, RJ, 2011

O novo longa-metragem de Silvio Da-Rin é uma incursão em profundidade ao pensamento de um indigenista e à realidade de uma região da Amazônia. José Carlos Meirelles é um dos mais destacados sertanistas brasileiros. Sua atuação na Funai foi decisiva para a implantação da atual política de respeito à escolha dos índios que não querem contatos com não-índios. Ele foi o criador da Frente de Proteção Etnoambiental do Rio Envira, no Acre, próximo à fronteira com o Peru, área do Paralelo 10°Sul.

Sinopse: Um barco sobe o Rio Envira, no Acre, levando o sertanista José Carlos Meirelles e o antropólogo Terri de Aquino. Eles vão discutir com índios Madijá e Ashaninka como atenuar o tenso relacionamento com os índios "brabos" que habitam a região.

Silvio Da-Rin
Diretor cinematográfico, realizou mais de uma dezena de filmes e vídeos, vários deles premiados em festivais brasileiros e internacionais, como Paralelo 10, Hércules 56, Igreja da libertação, Nossa América, Príncipe do fogo e Fênix. Gravou o som de mais de 150 filmes, ministrou cursos e oficinas nas áreas de som para cinema e documentário e publicou vários artigos e livros, entre eles Espelho partido: tradição e transformação do documentário, versão revista de sua dissertação de mestrado em Comunicação e Teoria da Cultura na UFRJ. Foi presidente da Federação de Cineclubes do Rio de Janeiro, da Cooperativa dos Realizadores Cinematográficos Autônomos, da Associação Brasileira de Documentaristas e vice-presidente da Associação Brasileira de Cineastas/Abraci-RJ. Foi Secretário do Audiovisual do Ministério da Cultura, entre novembro de 2007 e maio de 2010, e Gerente Executivo de Articulação Internacional e Licenciamento da EBC/TV Brasil, até março de 2012.


DVD - Curtas de Helvécio Marins
- coletânea de curtas em DVD pela Lume Filmes.
Curtas-metragens: 2 Homens - Dois homens estão sentados num bar cheio de gente, sem dizer nada, sem fazer nada, sem pensar em nada.

Alma nua - Sutil aproximação ao feminino.

Nascente - A vida flui e se renova como água, o destino torna-se nascente.

Nem marcha nem chouta - Nem lá nem cá...

Trecho - O filme acompanha a caminhada de Libério por estradas que o levam de Belo Horizonte a Recife. Um diário imagético e sonoro remonta uma viagem realizada há oito anos. As lembranças e os questionamentos do personagem se mostram transformados pelo passar do tempo, pela paisagem e pela própria experiência do filme.

Helvécio Marins
É pós-graduado em cinema pela PUC-MG. Seus filmes receberam mais de 50 prêmios nos mais importantes festivais internacionais e brasileiros, como Veneza, Havana, Nantes, Barcelona, Mar del Plata e Brasília, selecionados e exibidos nos principais eventos de cinema do mundo, como Toronto, Locarno, Veneza, San Sebastian, Roterdã, IDFA, Centre Georges Pompidou e MoMA NY. Girimunho, seu primeiro longa, teve sua estreia mundial no 68º Festival de Veneza, onde recebeu o prêmio Interfilm. Em julho de 2012, o festival internacional de Vila do Conde, exibiu uma retrospectiva de sua obra. Atualmente, trabalha no desenvolvimento de seu segundo longa como diretor, A mulher do homem que come raio laser, premiado pelo Hubert Bals Fund.

 

 

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A 45ª edição do FESTIVAL DE BRASÍLIA DO CINEMA BRASILEIRO tem coordenação geral de Sérgio Fidalgo e coordenação adjunta de Graça Coutinho. O Patrocínio é da Petrobras, Terracap e BRB. Apoio da Lei de Incentivo à Cultura, CCBB e Câmara Legislativa do Distrito Federal. Apoio cultural: TV Brasil, Canal Brasil, Revista de Cinema ITS - Instituto Terceiro Setor, Teatro de Sobradinho e SESC/DF. Realização: Secretaria de Cultura, Governo do Distrito Federal.

 

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