PROGRAMAÇÃO DIÁRIA

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18/08/2012

Seminários, fórum do cinema infantil e debates marcam o Festival

Atividades prometem refletir sobre o papel da crítica, a história do cinema na Universidade de Brasília, os diversos gêneros cinematográficos, a necessidade de promover o cinema infantil no Brasil e os caminhos da concepção e produção das séries de TV.

A ficha de inscrição para as Oficinas e Seminários está disponível para download no linkInscrições e devem ser enviadas até o dia 10 de setembro de 2012 para o emailfestseminariosoficinas@gmail.com

Informações Gerais: 3325-7777

 

 

PROGRAMAÇÃO

Dia 18.09 - MEMÓRIAS AFETIVAS - 50 ANOS DE CINEMA NA UNB
9h às 18h30 - Kubitschek Plaza Hotel, salão Tiradentes, acesso livre

Dias 18 e 19 - FÓRUM DE DEFESA E PROMOÇÃO DO CINEMA INFANTIL BRASILEIRO
Dia 18, das 14h às 18h - Kubitschek Plaza Hotel, salão Caxambu, acesso livre
Dia 19, das 10 às 12h - Kubitschek Plaza Hotel, salão Tiradentes, acesso livre

Dia 19 - TENDÊNCIAS DO CINEMA CONTEMPORÂNEO: GÊNEROS CINEMATOGRÁFICOS E SUAS INTERFACES
14h às 17h - Kubitschek Plaza Hotel, salão Caxambu, acesso livre

Dias 20, 21 e 22 - SEMINÁRIO PAULO EMILIO E A CRÍTICA CINEMATOGRÁFICA
14h30 às 17h30 - Kubitschek Plaza Hotel, salão Caxambu, acesso livre

Dia 23 - DEBATE SOBRE SÉRIES DE TV
14h30 às 17h30 - Kubitschek Plaza Hotel, salão Caxambu, acesso livre

 

 

MEMÓRIAS AFETIVAS
50 anos de cinema na UnB

DIA 18 DE SETEMBRO DE 2012. ENTRADA FRANCA.


A Universidade de Brasília (UnB) alcança seu jubileu, completando 50 anos de vida e história. E não poderia deixar de rememorar a fecunda relação que sempre marcou o curso de cinema da UnB, o segundo mais antigo do país, bem como a produção audiovisual da cidade e a realização do mais tradicional festival dedicado ao cinema brasileiro - nascido no palco do auditório Dois Candangos da UnB, na primeira semana do cinema brasileiro. O seminário quer refletir sobre a formação de realizadores, profissionais e pesquisadores do audiovisual, entrecruzando-a com a modernidade de Brasília e a emergência de um cinema novo e nacional que inaugura um olhar singular sobre o interior e a diversidade destes tantos Brasis.

A intenção é sublinhar a relação da universidade com o imaginário da cidade, focando o prisma na narrativa afetiva sobre um lugar - um tempo, um espaço, um fragmento, um momento, um instante. Esse movimento permite e possibilita que os filmes desnudem a alma de uma cidade e de sua universidade em um espaço arquitetônico, um personagem, uma autoria.

Esta coleção de filmes sublinha o fluxo do tempo de forma a atualizar o passado no presente, de maneira a tornar indiscernível qualquer distinção temporal. É esse o propósito dessa iniciativa, que homenageia seus professores, alunos, pesquisadores, servidores e realizadores nesse quase meio século de cinema na UnB, período em que importantes prêmios do cinema foram recebidos pela comunidade universitária em festivais, mostras e jornadas tanto pela competência técnica e capacidade criativa quanto por experimentações de linguagens, gêneros, estéticas e formatos que hibridizam as artes visuais e sonoras com tecnologias de vanguarda, o que muito honra essa instituição inovadora que sempre foi a UnB.


MEMÓRIAS AFETIVAS: 50 ANOS DE CINEMA NA UNB
Coordenação: 
Profª Drª Tania Montoro

Programa de Pós-Graduação da Faculdade de Comunicação
Linha de Pesquisa Imagem e Som

PROGRAMA       

Dia 18 de setembro 
(terça-feira)

Mesa 1 
- 9h às 13h
E como tudo começou - Meio século de cinema na UnB

A mesa reúne professores e alunos que, ao longo dos anos 1960 e 70 fundaram, refundaram e mantiveram o curso de cinema da UnB - legendária e utópica referência para o ensino do   audiovisual, marco da resistência democrática, território da livre expressão e da arte.  Trechos de filmes serão exibidos no início do encontro.

Participantes: Vladimir Carvalho, Fernando Duarte, Marcos Mendes, Geraldo Moraes, Pedro Jorge de Castro e Tizuka Yamazaqui.

Homenagem a José Damata, por sua inestimável contribuição na criação dos cineclubes, bem como na formação de novos públicos, alunos, cinéfilos e cineastas da cidade.


Mesa 2 
- 14h às 16h
Como tudo continuou - Dos anos 80 aos dias de hoje

A mesa reúne a experiência do curso de cinema, desde a perspectiva de diferentes gerações de ex-alunos até as memórias e vivências afetivas das diferentes fases do curso, dos momentos, fatos, episódios que, durante os anos 70 e 80, conferiram identidade ao cinema da capital.  Trechos de filmes serão exibidos no inicio do encontro.

Participantes: Sérgio Moriconi, Pedro Anísio, João Lanari, Armando Lacerda, Maria do Rosário, Mallú Moraes e João Facó.

Homenagem a Maria Coeli, uma das primeiras alunas da UnB e  professora de artes e cinema da Universidade, pelo trabalho pioneiro e tenaz no registro e docência do audiovisual na cidade.


Mesa 3 
- 16h30 às 18h30
A Universidade nas telas da cidade - Nossos alunos, professores e realizadores.   

A mesa reúne a atual geração de professores e ex-alunos, hoje pesquisadores, profissionais e realizadores de projeção nacional, para troca de experiências e perspectivas para o cinema na UnB. Trechos de filmes desses realizadores e trabalhos interativos de professores e alunos serão mostrados no início do encontro.

Professores convidados: Armando Bulcão, Dácia Ibiapina, David Pennington, Denise Moraes, Erica Bauer, Mauro Giuntini, Tânia Montoro, Gustavo Castro, Susana Dobal Jordan.

Ex-alunos convidados: André Carvalheira, André Luís da Cunha, Ardiley Queiroz, Argemiro Neto, Cássio Pereira dos Santos, Daniela Proença, Dirceu Lustosa, Dizo Dal Moro, Erico Cazarre, Felipe Gontijo, José Eduardo Belmonte, Marcelo Díaz, Nôga Ribeiro, Santiago Dellape, Marcela Tamm e Adriana Vasconcelos.


Tania Siqueira Montoro

Doutora em Cinema e Televisão pela Universidad Autônoma de Barcelona com pós-doutorado em cinema pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Professora e pesquisadora da Faculdade de Comunicação da UnB, coordena a linha de pesquisa Imagem e Som no programa de mestrado e doutorado. Publicou diversos livros e artigos sobre cinema, televisão e cultura contemporânea. Realizadora de audiovisual, participa constantemente de júris, mostras e equipes de seleção de festivais internacionais de cinema. Membro da Socine e coordenadora da pesquisa Imagens Construções e Representações no CNPq.  

 

FÓRUM DE DEFESA E PROMOÇÃO DO CINEMA INFANTIL BRASILEIRO
DIAS 18 E 19 DE SETEMBRO, 14H ÀS 18H

Em debate realizado em 2011, durante o 44º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, o desenhista, escritor, chargista, dramaturgo Ziraldo fez uma afirmação categórica: o cinema infantil no Brasil não reflete a força da literatura infantil no País. E é justamente para promover a aproximação entre estas duas artes, colocando na mesma mesa escritores e cineastas, produtores e articulares culturais, que foi criado o Fórum de Defesa e Promoção do Cinema Infantil Brasileiro. Marcado para ocorrer nas tardes dos dias 18 e 19 de setembro, o encontro vai reunir o próprio Ziraldo, a atriz Carla Camurati (diretora do Festival Internacional de Cinema Infantil), a consultora de projetos culturais Carla Esmeralda (parceira de Camurati no Festival de Cinema Infantil), o produtor cultural Nilson Rodrigues, o cineasta Pedro Rovai, o produtor cinematográfico Diler Trindade, o comediante Renato Aragão, Luiza Lins (diretora geral da Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis) e a curadora Luciana Druzina (especialista em cinema de animação). A moderação caberá à produtora e curadora Anna Karina de Carvalho.

O Fórum quer profissionais que trabalham com produção e divulgação do cinema infantil brasileiro para discutir, refletir e propor ações políticas que estimulem e apoiem especificamente a produção de cinema infantil no Brasil. O fórum integra a programação do 45º FESTIVAL DE BRASÍLIA DO CINEMA BRASILEIRO e vai discutir temas como distribuição e produção de filmes infantis no Brasil, eventos e festivais de cinema para publico infantil, formação de publico para o cinema infantil brasileiro, ampliação da produção de filmes infantis no Brasil (paralelos com outros países que tenham alcançado resultados),  mercado dos filmes de animação, bem como novas perspectivas para o aumento de editais específicos voltados ao cinema infantil brasileiro.

Além dos debates, o grupo produzirá um documento consolidando as propostas levantadas no fórum. O texto será entregue à Comissão de Educação e Cultura do Senado Federal, ao MINC, ao MEC e à Presidência da República.


TENDÊNCIAS DO CINEMA CONTEMPORÂNEO: GÊNEROS CINEMATOGRÁFICOS E SUAS INTERFACES
DIA 19 DE SETEMBRO, DAS 14H ÀS 17H. ENTRADA FRANCA.

Ao longo de mais de 100 anos de história do cinema, foram surgindo tanto diferentes tipos de filmes quanto as tentativas de enquadrá-los: seja por gênero, por temas, seja por escolhas estéticas, entre outras tipificações. Embora cada filme seja único, alguns guardam semelhanças com outros, o que permite agrupá-los e filiá-los a determinadas tendências. Alguns gêneros se tornaram clássicos, como, por exemplo, o western. A distinção entre cinema documentário e cinema de ficção, por exemplo, foi estabelecida logo nos primeiros tempos. Com o avanço da indústria cinematográfica, algo semelhante aconteceu em relação ao par cinema de indústria e cinema de autor. Na produção contemporânea, tais fronteiras vêm sendo borradas e questionadas. Este vai ser o tema do seminário TENDÊNCIAS DO CINEMA CONTEMPORÂNEO: GÊNEROS CINEMATOGRÁFICOS E SUAS INTERFACES, realizado sob coordenação da professora e cineasta Dácia Ibiapina, no dia 19 de setembro, das 14h às 17h. Entrada franca.

Mesa: Ataídes Braga, Eduardo Santos Mendes, Guile Martins e Adirley Queirós
Mediação da professora e cineasta, Erika Bauer


Dácia Ibiapina - DF
Professora e pesquisadora da Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília. Produtora e cineasta. Entre suas realizações, destacam-se os filmes documentários Palestina do Norte: o Araguaia passa por aqui (curta, 1998), O chiclete e a rosa (curta, 2001), Vladimir Carvalho: conterrâneo velho de guerra (doctv, 2005), Cinema Engenho (curta, 2007), Entorno da Beleza (longa, 2012).


Erika Bauer - DF
Cineasta e professora da Faculdade de Comunicação da Universidade. Produtora e diretora dos filmes Com a Liberdade na Terra (curta, 1987); Miss Amnésia(curta, 1989), Julchen(curta,1990), Bela Estranha  (1993), Maxacali, o Povo do Canto (curta, 1994), Glauber Rocha, quando o cinema virou samba (média, 1995), Guignard, o Observador (curta, 1995), Salão do Encontro (curta, 1996), A Última Diva (curta, 1996),  Bom Dia, Senhoras (curta, 1998), Dom Hélder Câmara - O Santo Rebelde (longa, 2006) e Dom Quixote do Araguaia (longa, 2011).


Adirley Queirós
Graduado em Cinema pela UnB. Mora em Ceilândia/DF. Integrante do Coletivo Ceicine. Produziu e dirigiu os seguintes filmes: Rap - o canto de Ceilândia (curta, documentário, 2005),Dias de Greve (curta, ficção, 2009), Fora de campo (longa, documentário, 2010) e A cidade é uma só? (longa, documentário, 2011).


Ataídes Braga - MG
É poeta, crítico e professor de cinema, roteirista e diretor de produção. Atua como docente na Universidade UNA em Belo Horizonte. Participou de vários filmes realizados em Belo Horizonte, sendo ainda autor dos livros O fim das coisas: salas de cinema de Belo Horizonte,Fragmentos de versosCachoeira de filmes.


Eduardo Santos Mendes - SP
Professor do Curso Superior do Audiovisual da ECA-USP e do Programa de Pós-Graduação em Meios e Processos Audiovisuais. Como sound designer, trabalhou com diretores, como Tata Amaral, Carlos Reichenbach, Walter Hugo Khouri, Carlos Adriano, Eduardo Valente, Rubens Rewald, Chico Teixeira, Roberto Moreira, Jean-Claude Bernardet, entre outros. Em seu currículo constam filmes, seriados televisivos, animações e obras publicitárias.


Guile Martins - SP
Formou-se em audiovisual pela ECA-USP, em 2006, com especialização em som. Desde 2003, tem trabalhado com captação e edição de som em diversos curtas e longas-metragens. Ao atuar como montador, procura explorar a sensorialidade que se desprende das possíveis combinações entre imagens e sons. Paralelamente, desenvolve uma pesquisa em torno da questão da "paisagem sonora", coletando e arquivando sons pelo Brasil afora. Atualmente, dedica-se ainda ao estudo e experimentação de música eletroacústica a partir de sons gravados de maneira documental.

 
PAULO EMILIO E A CRÍTICA CINEMATOGRÁFICA

DE 20 A 22 DE SETEMBRO DE 2012, 14h30 ÀS 17h30.

*Seminário envolvendo ensaístas e críticos brasileiros investiga a atualidade do pensamento de um dos fundadores do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro


O FESTIVAL DE BRASÍLIA DO CINEMA BRASILEIRO, em parceria com a Abraccine (Associação Brasileira de Críticos de Cinema), realiza, nesta 45ª edição, seminário para reavaliar o alcance e atualidade da obra de um dos seus fundadores, Paulo Emilio Salles Gomes (1916-1977), considerado por seus pares o mais influente pensador do cinema no Brasil.

Reunindo importantes ensaístas e críticos brasileiros, o seminário se organiza em torno de três temas. 

O primeiro -- "Cinema Brasileiro - atividade ainda cíclica?" -- terá como ponto de partida o livro "70 Anos do Cinema Brasileiro", de Paulo Emilio e Adhemar Gonzaga (1966), enriquecido pelo clássico e polêmico ensaio "Cinema: uma Trajetória no Subdesenvolvimento", que Paulo Emilio publicou na revista Argumento, em 1973.

A mesa será composta pelos palestrantes Ismail Xavier e Alfredo Manevy, tendo Ivonete Pinto como moderadora. A proposta é refletir, debater e perguntar se o cinema brasileiro vive ainda de ciclos interrompidos ou já exibe continuidade mais consistente. Nesse sentido, discute-se o texto fundamental de PESG, "Cinema Brasileiro: Uma Trajetória no Subdesenvolvimento" para questionar se este ensaio ainda motiva reflexões pertinentes ao momento atual.

O segundo tema para debate diz respeito à permanência ou não da obra de Paulo Emilio no pensamento crítico contemporâneo no Brasil, referenciando-a ao período chamado de Retomada do Cinema Brasileiro. Para discuti-lo, os palestrantes serão Fernão Ramos, Carlos Augusto Calil e Luiz Zanin Oricchio, tendo José Geraldo Couto na função de moderador.  

Os participantes se ocuparão em debater o tema tendo por referência o renascimento do cinema brasileiro e seus desdobramentos. Como se sabe, a produção cinematográfica sofreu desmanche na era Collor, vindo a reestruturar-se na fase chamada de Retomada. Esse processo de destruição e reconstrução atinge de forma direta a crítica militante, que, durante um período, perde e em seguida recupera o seu objeto de reflexão - os filmes nacionais. Durante esse processo, surgiram novos cineastas e também novos críticos. Em que medida o pensamento de Paulo Emilio, que a partir de certo momento de sua obra privilegia o estudo do filme brasileiro, continua influente nessa fase de Retomada e pós-Retomada?

O terceiro tema será o estágio atual da crítica na imprensa escrita e nas plataformas da internet. A mesa que o debaterá será integrada por Inácio Araújo, Sérgio Rizzo e Fábio Andrade, tendo João Carlos Sampaio como moderador.

Um dos fenômenos mais importantes do final dos anos 1990 e 2000 é o surgimento de uma crítica cinematográfica que se expressa na rede através de blogs e sites. A influência das ideias de Paulo Emilio ainda se faz presente na crítica cinematográfica realizada nos veículos mais tradicionais (jornais e revistas) da mídia impressa? E na crítica que se vale de revistas eletrônicas, blogs e sites? Outra pergunta surge da comparação entre essas duas plataformas, a analógica e a digital: com a aparente diminuição da relevância da crítica nos veículos tradicionais, a crítica mais ensaística e profunda estaria migrando para a internet?

Como subsídio à discussão será preciso lembrar o trabalho crítico levado a cabo por Paulo Emilio de forma contínua na imprensa, em especial no jornal O Estado de S. Paulo. Esses escritos estão reunidos em "Crítica de Cinema no Suplemento Literário" (2 volumes) e "Paulo Emilio: um Intelectual na Linha de Frente".


Seminário Paulo Emilio e a Crítica Cinematográfica

20 a 22 de setembro de 2012, 14h30 às 17h30


Dia 20, quinta-feira

14h30 às 17h30

Temas: Cinema Brasileiro - Atividade ainda Cíclica? e Ensaio Cinema Brasileiro - Uma Trajetória no Subdesenvolvimento.

Mesa: Ismail Xavier, Alfredo Manevy e Ivonete Pinto (moderadora) 

 
Dia 21, sexta-feira

14h30 às 17h30

Tema: Presença de Paulo Emilio no pensamento cinematográfico brasileiro: ela ainda existe?

Palestrantes: Fernão Ramos, Carlos Augusto Calil, Luiz Zanin e José Geraldo Couto (moderador)


Dia 22, sábado

14h30 às 17h30

Tema: O estágio atual da crítica na imprensa escrita e nas plataformas da internet
Mesa: Inácio Araújo, Sérgio Rizzo, Fabio Andrade e Joao Sampaio (moderador)


Debate sobre séries de TV reúne autores do primeiro time de roteiristas no Brasil

DIA 23 DE SETEMBRO, DE 14H30 ÀS 17H30. ACESSO LIVRE.

*Sob coordenação do professor e crítico Pablo Gonçalo, autores como Marçal Aquino e Newton Cannito discutem com representantes do governo políticas públicas para o audiovisual

Desde a virada do milênio as séries de TV chamam a atenção para uma nova forma de interação entre o público e a linguagem audiovisual. Junto com os reality shows, as séries são responsáveis por recordes de audiência, o surgimento de novos ídolos e a conquista de espectadores que mantêm-se fieis por vários anos. Curiosamente, é também o local onde se pode observar algumas das principais inovações narrativas na dramaturgia audiovisual. Assim, as séries acabaram por suscitar migrações de roteiristas, diretores e atores renomados do cinema para TV, ou, num caminho inverso, de novos talentos que surgem na TV, nas séries, para, posteriormente, realizarem ou participarem de um longa-metragem destinado às telas de cinema. O DEBATE SOBRE SÉRIES DE TV, que integra a programação do 45º FESTIVAL DE BRASÍLIA DO CINEMA BRASILEIRO, se propõe a abordar este e outros temas pertinentes ao assunto, na tarde do dia 23 de setembro, das 14h30 às 17h30. Na mesa,

o escritor Marçal Aquino (roteirista de Invasor, entre outros filmes do diretor Beto Brant, e da série de TV Força Tarefa), o roteirista Newton Cannito ( ele assina o roteiro de Broder, de Jéferson D, e da série de TV 9mm: São Paulo) Karina Barbosa (doutoranda da UnB e  professora do curso de comunicação da Católica), o professor de cinema da Universidade Federal do Ceará, Marcel Vieira e o curador e crítico Pablo Gonçalo, organizador do evento. A entrada é franca.

Inquietas, as histórias das séries percorrem muitas telas e espalham-se viralmente pela internet, em arquivos diversos. Elas estão antenadas a um novo tipo de espectador - diferente do cinematográfico e do televisivo - que atua tal como um programador e que é mais afeiçoado aos downloads e streamings do que ao zapping do controle remoto e ao conforto da poltrona da sala de cinema. À sua maneira, as séries de TV antecipam um pouco a narrativa e as estratégias de envolvimento e encantamento que talvez marcarão a TV digital.

Ao reunir roteiristas e intelectuais como Marçal Aquino e Newton Cannito, o evento traz para o FESTIVAL DE BRASÍLIA DO CINEMA BRASILEIRO um espaço de diálogo e interação entre o cinema e a televisão. O objetivo do debate é, primeiramente, compartilhar experiências. Saber, por exemplo, como uma série é concebida e realizada, desde o seu roteiro, o primeiro tratamento, até os capítulos finais. Várias séries de TV também confirmaram um espaço de experimentação para roteiristas, que, muitas vezes, trabalham em grupo e precisam atuar dramaturgicamente interagindo com as respostas da audiência. O foco, portanto, é principalmente narrativo e centrado no ofício do roteiro e na linguagem das séries.

Paralelamente, o debate também irá contrastar a produção brasileira de séries de TV com a internacional, sobretudo com a norte-americana. Nesse recorte, além das peculiaridades narrativas, serão abordadas as políticas públicas destinadas ao estímulo desse promissor campo de atuação do profissional audiovisual, como é o caso de uma recente linha de financiamento do Fundo Setorial do Audiovisual, gerenciado pela Ancine. Assim, será possível discutir como as potencialidades estéticas e econômicas das séries de TV repercutem no atual cenário da televisão brasileira.


Pablo Gonçalo

Crítico, curador, ensaísta, pesquisador, professor e roteirista de cinema. Realiza doutorado na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com foco nos diálogos intermidiáticos entre o teatro pós-dramático e o cinema contemporâneo. É colaborador de jornais, revistas e sites, como Correio Braziliense, Contracampo, Revista de Critica Cultural, DoC On Line e Verve.

 

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A 45ª edição do FESTIVAL DE BRASÍLIA DO CINEMA BRASILEIRO tem coordenação geral de Sérgio Fidalgo e coordenação adjunta de Graça Coutinho. O Patrocínio é da Petrobras, Terracap e BRB. Apoio da Lei de Incentivo à Cultura, CCBB e Câmara Legislativa do Distrito Federal. Apoio cultural: TV Brasil, Canal Brasil, Revista de Cinema ITS - Instituto Terceiro Setor, Teatro de Sobradinho e SESC/DF. Realização: Secretaria de Cultura, Governo do Distrito Federal.

 

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