PROGRAMAÇÃO DIÁRIA

  • + PAULO EMILIO E A CRÍTICA CINEMATOGRÁFICA

    Reunindo importantes ensaístas e críticos brasileiros, o seminário é organizado em torno de três temas.  
    O primeiro - Cinema Brasileiro - atividade ainda cíclica? - terá como ponto de partida o livro 70 Anos do Cinema Brasileiro, de Paulo Emilio e Adhemar Gonzaga (1966), enriquecido pelo clássico e polêmico ensaio "Cinema: uma Trajetória no Subdesenvolvimento", publicado por Paulo Emilio na revista Argumento, em 1973.
    A mesa será composta pelos palestrantes Ismail Xavier e Alfredo Manevy, tendo Ivonete Pinto como moderadora. A proposta é refletir, debater e perguntar se o cinema brasileiro vive ainda de ciclos interrompidos ou já exibe continuidade mais consistente. Nesse sentido, discute-se o texto fundamental do Paulo Emilio, "Cinema Brasileiro: Uma Trajetória no Subdesenvolvimento" para questionar se esse ensaio ainda motiva reflexões pertinentes ao momento atual.
    O segundo tema trazido para debate diz respeito à permanência ou não da obra de Paulo Emilio no pensamento crítico contemporâneo no Brasil, referenciando-a no período chamado de "Retomada do Cinema Brasileiro". Para discuti-lo, os palestrantes serão Fernão Ramos, Carlos Augusto Calil e Luiz Zanin Oricchio, tendo José Geraldo Couto na função de moderador.   
    O terceiro tema será o estágio atual da crítica na imprensa escrita e nas plataformas da internet. A mesa que o debaterá será integrada por Inácio Araújo, Sérgio Rizzo e Fábio Andrade, tendo João Carlos Sampaio como moderador.

    20 a 22 de setembro de 2012
    Kubitschek Plaza Hotel, auditório Caxambu, acesso livre


    Dia 20, quinta-feira | 14h30 às 17h30
    Cinema Brasileiro - Atividade ainda Cíclica? e Ensaio Cinema Brasileiro - Uma Trajetória no Subdesenvolvimento

    Participantes:
    Ismail Xavier, Alfredo Manevy

    Mediação: Ivonete Pinto


    Dia 21, sexta-feira
    Presença de Paulo Emilio no pensamento cinematográfico brasileiro: ela ainda existe?

    Participantes:
    Fernão Ramos, Carlos Augusto Calil, Luiz Zanin

    Mediação: José Geraldo Couto


    Dia 22, sábado
    O estágio atual da crítica na imprensa escrita e nas plataformas da internet

    Participantes: Inácio Araújo, Sérgio Rizzo, Fabio Andrade

    Mediação: João Sampaio

  • + TENDÊNCIAS DO CINEMA CONTEMPORÂNEO: GÊNEROS CINEMATOGRÁFICOS E SUAS INTERFACES

    Coordenação: Dácia Ibiapina, professora e cineasta

    19 de setembro, de 14h às 17h
    Kubitschek Plaza Hotel, Salão Caxambu, acesso livre

    Ao longo de mais de 100 anos de história do cinema, foram surgindo tanto diferentes tipos de filmes quanto as tentativas de enquadrá-los: seja por gênero, por temas, seja por escolhas estéticas, entre outras tipificações. Embora cada filme seja único, alguns guardam semelhanças com outros, o que permite agrupá-los e filiá-los a determinadas tendências. Alguns gêneros se tornaram clássicos, como, por exemplo, o western.
    A distinção entre cinema documentário e cinema de ficção, por exemplo,  foi estabelecida logo nos primeiros tempos. Com o avanço da indústria cinematográfica, algo semelhante aconteceu em relação ao par cinema de indústria e cinema de autor. Na produção contemporânea, tais fronteiras vêm sendo borradas e questionadas.

    Participantes: Ataídes Braga, Eduardo Santos Mendes, Guile Martins e Adirley Queirós

    Mediação: Professora e cineasta, Erika Bauer


    DÁCIA IBIAPINA - DF
    Professora e pesquisadora da Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília. Produtora e cineasta. Entre suas realizações, destacam-se os filmes documentários Palestina do Norte: o Araguaia passa por aqui (curta, 1998), O chiclete e a rosa (curta, 2001), Vladimir Carvalho: conterrâneo velho de guerra (doctv, 2005), Cinema Engenho (curta, 2007), Entorno da Beleza (longa, 2012).

    ADIRLEY QUEIRÓS - DF
    Graduado em Cinema pela UnB. Mora em Ceilândia/DF. Integrante do Coletivo Ceicine. Produziu e dirigiu os seguintes filmes: Rap - o canto de Ceilândia (curta, documentário, 2005), Dias de Greve (curta, ficção, 2009), Fora de campo (longa, documentário, 2010) e A cidade é uma só? (longa, documentário, 2011).

    ATAÍDES BRAGA - MG
    É poeta, crítico e professor de cinema, roteirista e diretor de produção. Atua como docente na Universidade UNA em Belo Horizonte. Participou de vários filmes realizados em Belo Horizonte, sendo ainda autor dos livros O fim das coisas: salas de cinema de Belo Horizonte, Fragmentos de versos, Cachoeira de filmes.

    EDUARDO SANTOS MENDES - SP
    Professor do Curso Superior do Audiovisual da ECA-USP e do Programa de Pós-Graduação em Meios e Processos Audiovisuais. Como sound designer, trabalhou com diretores, como Tata Amaral, Carlos Reichenbach, Walter Hugo Khouri, Carlos Adriano, Eduardo Valente, Rubens Rewald, Chico Teixeira, Roberto Moreira, Jean-Claude Bernardet, entre outros. Em seu currículo constam filmes, seriados televisivos, animações e obras publicitárias.

    GUILE MARTINS - SP
    Formou-se em audiovisual pela ECA-USP, em 2006, com especialização em som. Desde 2003, tem trabalhado com captação e edição de som em diversos curtas e longas-metragens. Ao atuar como montador, procura explorar a sensorialidade que se desprende das possíveis combinações entre imagens e sons. Paralelamente, desenvolve uma pesquisa em torno da questão da "paisagem sonora", coletando e arquivando sons pelo Brasil afora. Atualmente, dedica-se ainda ao estudo e experimentação de música eletroacústica a partir de sons gravados de maneira documental.