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O longa mineiro A cidade onde envelheço sai como o grande premiado

28.9.2016
O longa mineiro A cidade onde envelheço sai como o grande premiado

Uma edição histórica, que pela primeira vez colocou em competição nove longas-metragens, com produções representativas de todas as regiões do Brasil, o 49º FESTIVAL DE BRASÍLIA DO CINEMA BRASILEIRO terminou hoje, após a exibição do longa pernambucano Baile Perfumado, de Paulo Caldas e Lírio Ferreira, que está completando 20 anos de lançamento. O filme marcou o renascimento do cinema de Pernambuco, hoje um dos mais fortes do País. O público do cine Brasília foi embalado pelo som contagiante da orquestra de frevo Marafreboi, que deu o tom da noite, inspirada na trilha de O Baile Perfumado.

 

A noite de premiação teve início com a entrega da primeira Medalha Paulo Emílio Salles Gomes, criada para homenagear personalidades importantes para a história do cinema no Brasil. O primeiro agraciado foi o ator, crítico e pensador Jean-Claude Bernardet. “Essa medalha resume a minha vida, porque ela começou quando encontrei o Paulo Emílio, tanto emocionalmente quanto profissionalmente”, disse Bernardet, complementando: “Estive com ele em 1965 na Semana do Cinema Brasileiro, embrião do Festival. Naquela época, a semana se tornou espaço de resistência social e política. Essa é uma área em que as pessoas resistiam e lutavam culturalmente. Hoje, o festival reata seu perfil de resistência cultural e política”.

 

Durante os oito dias de festival, aproximadamente 30 mil pessoas passaram pelo Cine Brasília, pelo Cine Cultura Liberty Mall e pelo Auditório do Museu Nacional, para assistir aos filmes das mostras competitivas, das mostras paralelas, das sessões especiais e do Festivalzinho, além de comparecerem aos debates, seminários, encontros, palestras, workshop e lançamentos de livros, realizados em vários espaços do Kubitschek Plaza Hotel, que sediou o evento.


O longa mineiro A cidade onde envelheço foi o grande vencedor da noite, levando pra casa os prêmios de Melhor Filme, Melhor Direção, Atriz (dividido entre as portuguesas Elisabete Francisca e Francisca Manuel) e Ator Coadjuvante (para Wederson Neguinho). O Último Trago, de Luiz Pretti, Pedro Diógenes e Ricardo Pretti, conquistou os prêmios Melhor Atriz Coadjuvante (para Samya de Lavor), Melhor Fotografia (para Ivo Lopes) e Melhor Montagem (Campolina). 

 

O 49º FESTIVAL DE BRASÍLIA DO CINEMA BRASILEIRO teve curadoria de Eduardo Valente e contou com a exibição de outros 17 títulos, em mostras paralelas e sessões especiais, garantindo a visibilidade e o debate de alguns dos temas mais pungentes da sociedade brasileira. Foram distribuídos prêmios no valor de R$ 340 mil, por parte do júri oficial e júri popular, e R$ 200 mil do Prêmio da Câmara Legislativa. Além de prêmios parceiros como o CiaRio, Prêmio Saruê, ABCV, Abraccine e Conterrâneos.

O Festival é presidido pelo Secretário de Cultura Guilherme Reis, com coordenação geral de Sérgio Fidalgo (Coordenador de Audiovisual), tendo Graça Coutinho como coordenadora adjunta e Eduardo Valente como curador. Integram, ainda, a comissão de organização do Festival, o crítico e professor de cinema, Sérgio Moriconi, e a professora, realizadora e pesquisadora de cinema da UnB, Tânia Montoro. Patrocínio do BNDES, Petrobras, Terracap e Banco de Brasília - BRB.  Apoio da Lei de Incentivo à Cultura, Câmara Legislativa do Distrito Federal, Canal Brasil, Revista de Cinema, O2Pós, TV Globo.  Realização:  Secretaria de Cultura do DF.

PRÊMIOS OFICIAIS

 

FILME DE LONGA-METRAGEM

 

Melhor Filme de longa-metragem – R$ 100 mil

A cidade onde envelheço, de Marília Rocha

 

Melhor Direção – R$ 20 mil

Marília Rocha, por A cidade onde envelheço

 

Melhor Ator - R$ 10 mil

Rômulo Braga, por Elon não acredita na morte

 

Melhor Atriz-  R$ 10 mil

Elisabete Francisca e Francisca Manuel, por A cidade onde envelheço

 

Melhor Ator Coadjuvante - R$ 5 mil

Wederson Neguinho, por A cidade onde envelheço

 

Melhor Atriz Coadjuvante - R$ 5 mil

Samya de Lavor, por O último trago

 

Melhor Roteiro - R$ 10 mil

Davi Pretto e Richard Tavares, por Rifle

 

Melhor Fotografia - R$ 10 mil

Ivo Lopes, por O último trago

 

Melhor Direção de Arte - R$ 10 mil

Renata Pinheiro, por Deserto

 

Melhor Trilha Sonora - R$ 10 mil

Pedro Cintra, por Vinte anos

 

Melhor Som - R$ 10 mil

Marcos Lopes e Tiago Bello, por Rifle

 

Melhor Montagem - R$ 10 mil

Clarissa Campolina, por O último trago

 

Prêmio Especial do Júri Oficial:

Pelo rigor na abordagem e contextualização de uma tragédia brasileira que dura séculos, pela emoção no desenho de uma etnia espoliada e desterritorializada, tema da curadoria desse festival, o prêmio especial vai, por unanimidade, para

Filme: Martírio, de Vincent Carelli em colaboração com Ernesto de Carvalho e Tita

 

 

FILME DE CURTA OU MÉDIA-METRAGEM

 

Melhor Filme de curta ou média metragem - R$ 30.000,00

Quando os dias eram eternos, de Marcus Vinicius Vasconcelos

 

Melhor Direção - R$ 10.000,00

Fellipe Fernandes, por O delírio é a redenção dos aflitos

 

Melhor Ator - R$ 5.000,00

Renato Novais Oliveira, por Constelações

 

Melhor Atriz - R$ 5.000,00

Lira Ribas, por Estado Itinerante

 

Melhor Roteiro - R$ 5.000,00

Fellipe Fernandes, por O delírio é a redenção dos aflitos

 

Melhor Fotografia - R$ 5.000,00

Ivo Lopes Araújo, por Solon

 

Melhor Direção de Arte - R$ 5.000,00

Thales Junqueira, por O delírio é a redenção dos aflitos

 

Melhor Trilha Sonora - R$ 5.000,00

Dudu Tsuda, por Quando os dias eram eternos

 

Melhor Som - R$ 5.000,00

Bernardo Uzeda, por Confidente

 

Melhor Montagem - R$ 5.000,00

Allan Ribeiro e Thiago Ricarte, por Demônia – Melodrama em 3 atos

 

Premio Especial do Júri

Estado Itinerante, de Ana Carolina Soares

 

 

PRÊMIO DO JÚRI POPULAR 

filmes escolhidos pelo público, por meio de votação em cédula própria:

Melhor Filme de longa-metragem - R$ 40 mil

Martírio, de Vincent Carelli em colaboração com Ernesto de Carvalho e Tita

 

Melhor Filme de curta ou média-metragem - R$ 10 mil

Procura-se Irenice, de Marco Escrivão e Thiago Mendonça

 


OUTROS PRÊMIOS

 

TROFÉU CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL - JÚRI OFICIAL

 

Melhor Filme de longa-metragem: R$ 80 mil

Catadores de história, de Tânia Quaresma

 

Melhor Filme de curta-metragem: R$ 30 mil

Rosinha, de Gui Campos

 

Melhor Direção: R$ 12 mil

Vladimir Carvalho, por Cícero Dias, o compadre de Picasso

 

Melhor Ator: R$ 6 mil

Edu Moraes, de A repartição do tempo

 

Melhor Atriz: R$ 6 mil

Maria Alice Vergueiro, de Rosinha

 

Melhor Roteiro: R$ 6 mil

Vladimir Carvalho, por Cícero Dias: o compadre de Picasso

 

Melhor Fotografia: R$ 6 mil

Waldir de Pina, de Catadores de história

 

Melhor Montagem: R$ 6 mil

Marcius Barbieri, Rafael Lobo e Santiago Dellape, por A repartição do tempo

 

Melhor Direção de Arte: R$ 6 mil

 Andrey Hermuche, de A repartição do tempo

 

Melhor Edição de Som: R$ 6 mil

Micael Guimarães, de Cora Coralina – todas as vidas

 

Melhor Trilha Sonora: R$ 6 mil

Dimir Viana, André Luiz Oliveira, Renato Matos, Claudio Vinícius e GOG, por Catadores de história

 

 

TROFÉU CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL - JÚRI POPULAR

 

Melhor filme de longa-metragem: R$ 20 mil

Cora Coralina – todas as vidas, de Renato Barbieri

 

Melhor filme de curta-metragem: R$ 10 mil

Das raízes às pontas, da diretora Flora Egécia

 

 

PRÊMIO ABCV - ASSOCIAÇÃO BRASILIENSE DE CINEMA E VÍDEO

Conferido pela ABCV – Associação Brasiliense de Cinema e Vídeo a profissional do audiovisual do Distrito Federal

Mallu Moraes (atriz)

 

 

PRÊMIO CANAL BRASIL

Cessão de um Prêmio de Aquisição no valor de R$ 15 mil e o troféu Canal Brasil

Melhor Filme de curta-metragem selecionado pelo júri Canal Brasil

Filme: Estado itinerante, de Ana Carolina Soares

 

 

PRÊMIO ABRACCINE (Associação Brasileira de Críticos de Cinema)  

Melhor Filme de longa-metragem

Pela hábil conexão entre a gramática do documentário e da ficção. Pelo retrato que conjuga a perspectiva de um personagem com as transformações de um Brasil rural. Pela apropriação original da estética do western e o uso potente do som.

Filme: Rifle, de Davi Pretto

 

Melhor Filme de curta-metragem

Pela sensibilidade na forma com que filma os espaços urbanos. Pela qualidade do trabalho das atrizes, com experiência profissional ou não. Pela forma com que retrata uma violência física e simbólica, valorizando o que está fora de quadro.

Filme: Estado Itinerante, de Ana Carolina Soares.

 

 

PRÊMIO SARUÊ

Conferido pela equipe de cultura do jornal Correio Braziliense

No apanhado de filmes selecionados pelo festival, vimos de catadores de lixo a imigrantes em crise, a questão do empoderamento feminino e de gênero, passando por índios batalhadores e artistas órfãos de público. Não faltaram também a disputa pela terra e os cubanos num país em transição. Foi, entretanto, outro grupo de excluídos que chamou a atenção da equipe do Correio: o mérito de melhor momento do festival agrupou libertários representantes da terceira idade, com enorme capacidade de amar, de resistir ao descaso social.

Gui Campos, pelo curta Rosinha!

 

 

PRÊMIO MARCO ANTÔNIO GUIMARÃES

Conferido pelo Centro de Pesquisadores do Cinema Brasileiro para o filme que melhor utilizar material de pesquisa cinematográfica brasileira

Filme:  Martírio, de Vincent Carelli em colaboração com Ernesto de Carvalho e Tita

 

 

PRÊMIO CONTERRÂNEOS

Troféu oferecido pela Fundação CineMemória

Melhor Documentário do Festival

Filme: Vinte anos, de Alice Andrade 

 

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