Ministério da Cultura, BNDES e Petrobras apresentam
15 A 22 DE SETEMBRO DE 2015 / BRASÍLIA / DF

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PREMIAÇÃO CONSAGRA ‘BIG JATO’ E ‘PARA MINHA AMADA MORTA’

23.09.2015

Os filmes ‘Big Jato’, de Claudio Assis, e ‘Para minha amada morta’, de Aly Muritiba, dividiram a maior parte dos prêmios do Júri Oficial do 48º FESTIVAL DE BRASÍLIA DO CINEMA BRASILEIRO. Além do prêmio de melhor filme, o longa pernambucano conquistou ainda os outros quatro prêmios: Melhor Ator, para Matheus Nachtergaele; Melhor Atriz, para Marcélia Cartaxo; Melhor Roteiro, para Hilton Lacerda e Ana Carolina Francisco, e Melhor Trilha Sonora para o DJ Dolores.

O filme de Curitiba conquistou seis prêmios: Melhor Direção, para Aly Muritiba; Melhor Atriz Coadjuvante, para Giuly Biancato; Melhor Ator Coadjuvante, para Lourinelson Vladimir; Melhor Fotografia, para Pablo Baião; Melhor Direção de Arte, para Monica Palazzo; e Melhor Montagem, para João Menna Barreto – além do Prêmio ABRACCINE, da crítica. Já o longa-metragem ‘Fome’, de Cristiano Burlan ficou os prêmios de Melhor som (para Glaudio Gonçalves e Flávio Bessa) e Prêmio Especial do Júri, para a brilhante atuação de Jean-Claude Bernardet. O prêmio do Júri Popular de Melhor Longa-metragem do 48º FESTIVAL DE BRASÍLIA ficou com ‘A Família Dionti’, de Alan Minas.

Dentre os curtas, o grande vencedor foi o mineiro ‘Quintal’, de André Novais Oliveira, que além do Prêmio de Melhor Filme de Curta ou Média-Metragem conquistou ainda os prêmios de Melhor Atriz, para Maria José Novais, e Melhor Roteiro, assinado pelo próprio diretor. Produção paranaense/sul-matrogrossense, ‘A Outra Margem’ também saiu consagrado do FESTIVAL DE BRASÍLIA 2015, conquistando os prêmios de Melhor Direção, para Nathália Tereza, e o Prêmio ABRACCINE (o prêmio da crítica). Outros títulos que saíram da noite de premiação com dois prêmios foram o curta mineiro ‘Rapsódia para o homem negro’, de Gabriel Martins – que recebeu os prêmios de Melhor Trilha Sonora (para Sérgio Pererê, Carlos Francisco, Gabriel Martins e Pedro Santiago) e o Prêmio Canal Brasil – e o brasiliense ‘Afonso é uma Brazza’, de James Gama e Naji sidki, que levou para casa o Prêmio de Melhor Montagem e o de Melhor Filme do Júri Popular.

Dentre os premiados com o Troféu Câmara Legislativa, o grande vencedor foi o longa-metragem ‘Santoro – homem e sua música’, que levou para casa os prêmios de Melhor Filme, Melhor Diretor (para John Howard Szerman) e Melhor Trilha Sonora (para Alessandro Santoro). O filme que homenageia o grande maestro ficou ainda com o Prêmio Exibição TV Brasil e o Prêmio Marco Antônio Guimarães. Já O Outro Lado do Paraíso’, de André Ristum, conquistou o maior número de prêmios: Melhor Ator (para o menino Davi Galdeano), Melhor Atriz (Simone Iliescu), Melhor Roteiro (Marcelo Müller, Ricardo Tiezzi, José Rezende Jr e André Ristum), Melhor Direção de Arte (Beto Grimaldi), Melhor Captação de Som (Toninho Muricy) e Melhor Filme do Júri Popular.

PALANQUE POLÍTICO

Com grande irreverência, os premiados no 48º FESTIVAL DE BRASÍLIA DO CINEMA BRASILEIRO aproveitaram a oportunidade do palco para marcar fortemente suas posições políticas. Ao receber o Prêmio do Canal Brasil, o jovem diretor mineiro Gabriel Martins fez questão de dedicá-lo às ocupações de Belo Horizonte: “Esse filme foi feito para elas”. Da mesma forma, o diretor Alan Schvarberg, de ‘Ninguém Nasce no Paraíso’ (que fala sobre a proibição de realizar partos na ilha de Fernando de Noronha), premiado pelo Júri Popular com o Troféu Câmara Legislativa disse: “Queremos mudar a realidade dessas mulheres. Esse prêmio vai nos ajudar na construção dessa luta”.

Luiz Fernando Emediato, autor do livro autobiográfico no qual o longa-metragem ‘O Outro Lado do Paraíso’ é inspirado, aproveitou para contar um pouco de sua história e afirmar: “Esse filme é sobre o Golpe de 64 e é importante que ele chegue cada vez mais às plateias, para alertar a sociedade e garantir que aquilo não aconteça jamais”. Já o cineasta Caetano Gotardo, ator no filme ‘História de uma pena’, premiado com a Melhor Montagem (para Pablo Ferreira), fez uma defesa do curta-metragem: “Acho preocupante a forma como o curta é ignorado em vários ambientes do cinema brasileiro. Precisamos olhar com mais atenção para isso”.

Premiado como Melhor Ator de Curta-Metragem pelo trabalho em ‘Cidade Nova’, o brasiliense João Campos dirigiu-se ao Governador do DF, Rodrigo Rollember: “Por favor, poupe Brasília das medidas que estão sendo anunciadas. Quem tem que pagar pelos erros do governo anterior não é quem anda de ônibus e come em restaurante comunitário”. E a diretora sul-matogrossense Nathalia Tereza bradou: “Somos só eu e outra diretora mulher na mostra competitiva em Brasília e vi representações femininas tão machistas nos filmes que fiquei impressionada. Pessoal, a gente está junto, tem espaço pra todo mundo”.

Atriz com maior número de Candangos, Marcélia Cartaxo subiu ao palco emocionada e bradou: “Amo Brasília, amo este lugar!”. A atriz dedicou seu filme a todas as crianças do filme (“formamos uma família”) e a sua amada Paraíba. O ator Matheus Nachtergaele não escondeu sua imensa satisfação: “Já estive aqui no Festival outras vezes, mas este é o meu primeiro Candango. Estou muito contente”, celebrou. E aproveitou para dar o seu recado: “Queria dizer que a gente tem que pegar de volta todo o nosso dinheiro que está fora do Brasil, repatriar todo o dinheiro que foi levado de nós”.

Confrontando-se com parte da plateia que o vaiava, o diretor pernambucano Claudio Assis lembrou: “Essa plateia vaiou Rodrigo Santoro, Vladimir Carvalho... tem que vaiar com inteligência, gente! Essa vaia de vocês é fascista, não permite a expressão”. E divertiu o público: “Posso ser bêbado, doido, mas não sou mau-caráter, um dia vou ter oportunidade de contar o meu lado da história (referindo-se ao episódio de seu comportamento durante debate do filme ‘Que horas ela volta?’, de Anna Muylaert)”.

 

PRÊMIOS - 48º FESTIVAL DE BRASÍLIA DO CINEMA BRASILEIRO

FILME DE LONGA METRAGEM – Júri Oficial

Melhor Filme de longa metragem - R$ 100.000,00

Big Jato, de Cláudio Assis

 

Melhor Direção - R$ 20.000,00

Aly Muritiba, por Para Minha Amada Morta

 

Melhor Ator - R$ 10.000,00

Matheus Nachtergaele, por Big Jato

 

Melhor Atriz - R$ 10.000,00

Marcelia Cartaxo, por Big Jato

 

Melhor Ator Coadjuvante - R$ 5.000,00

Lourinelson Vladmir, por Para Minha Amada Morta

 

Melhor Atriz Coadjuvante - R$ 5.000,00

Giuly Biancato, por Para Minha Amada Morta

 

Melhor Roteiro - R$ 10.000,00

Hilton Lacerda e Ana Carolina Francisco, por Big Jato

 

Melhor Fotografia - R$ 10.000,00

Pablo Baião, por Para Minha Amada Morta

 

Melhor Direção de Arte - R$ 10.000,00

Monica Palazzo, por Para Minha Amada Morta

 

Melhor Trilha Sonora - R$ 10.000,00

DJ Dolores, por Big Jato

 

Melhor Som - R$ 10.000,00

Claudio Gonçalves e Flávio Bessa, por Fome

 

Melhor Montagem - R$ 10.000,00

João Menna Barreto, por Para Minha Amada Morta

 

Prêmio Especial do Juri

Jean-Claude Bernardet, por Fome

 

FILME DE CURTA OU MÉDIA METRAGEM – Júri Oficial

Melhor Filme de curta ou média metragem - R$ 30.000,00

Quintal, de André Novais

 

Melhor Direção - R$ 10.000,00

Nathália Tereza, por A Outra Margem

 

Melhor Ator - R$ 5.000,00

João Campos, por Cidade Nova

 

Melhor Atriz - R$ 5.000,00

Maria José Novais, por Quintal

 

Melhor Roteiro - R$ 5.000,00

André Novais, por Quintal

 

Melhor Fotografia - R$ 5.000,00

Leonardo Feliciano, por À Parte do Inferno

 

Melhor Direção de Arte - R$ 5.000,00

Fabiola Bonofiglio, por Tarântula

 

Melhor Trilha Sonora - R$ 5.000,00

Sérgio Pererê, Carlos Francisco, Gabriel Martins e Pedro Santiago, por Rapsódia para o Homem Negro

 

Melhor Som - R$ 5.000,00

Léo Bortolin, por Command Action

 

Melhor Montagem - R$ 5.000,00

Pablo Ferreira, por Afonso é uma Brazza

Prêmio Especial do Júri (Pela feliz conjugação entre o trabalho de direção e atuação coletiva):

História de uma Pena, de Leonardo Mouramateus

 

PRÊMIOS DO JÚRI POPULAR - para os filmes escolhidos pelo público, por meio de votação em cédula própria:

 

Melhor Filme de longa metragem - R$ 40.000,00

A Família Dionti, de Alan Minas

 

Melhor Filme de curta ou média metragem - R$ 10.000,00

Afonso e uma Brazza, de Naji Sidki e James Gama

 

PRÊMIOS - TROFÉU CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL - JÚRI OFICIAL

 

Melhor Longa-Metragem – R$ 80.000,00

Santoro – o Homem e sua Música, de John Howard Szerman

 

Melhor Curta-Metragem – R$ 30.000,00

A Culpa é da Foto, de Eraldo Peres, André Dusek e Joedson Alves

 

Melhor Direção – R$ 6.000,00

John Howard Szerman, por Santoro – o Homem e sua Música

 

Melhor Ator – R$ 6.000,00

Davi Galdeano, por O Outro Lado do Paraíso

 

Melhor Atriz – R$ 6.000,00

Simone Iliescu, por O Outro Lado do Paraíso

 

Melhor Roteiro– R$ 6.000,00

Marcelo Müller, Ricardo Tiezzi, José Rezende Jr. e André Ristum, por O Outro Lado do Paraíso

 

Melhor Fotografia – R$ 6.000,00

Lelo Santos, por O Escuro do Medo

 

Melhor Montagem – R$ 6.000,00

Armando Bulcão, por Alma Palavra Alma

 

Melhor Direção de Arte – R$ 6.000,00

Beto Grimaldi, por O Outro Lado do Paraíso

 

Melhor Edição de Som– R$ 6.000,00

Alessandro Laroca, Armando Torres Jr. e Eduardo Virmond, por O Outro Lado do Paraíso

 

Melhor Captação de Som– R$ 6.000,00

Toninho Muricy, por O Outro Lado do Paraíso

 

Melhor Trilha Sonora– R$ 6.000,00

Alessandro Santoro, porde Santoro – O Homem e sua Música

 

 

Troféu Câmara Legislativa do Distrito Federal - Júri Popular

 

Melhor filme de longa metragem: R$ 20.000,00

O Outro Lado do Paraíso, de André Ristum

 

Melhor filme de curta metragem: R$ 10.000,00

Ninguém Nasce no Paraíso (Matriz Proibida), de Alan Schvarberg

 

PRÊMIO ABCV - ASSOCIAÇÃO BRASILIENSE DE CINEMA E VÍDEO

Conferido pela ABCV – Associação Brasiliense de Cinema e Vídeo a profissional do audiovisual do Distrito Federal

Homenagem ao ator Gê Martu

 

PRÊMIO CANAL BRASIL

Cessão de um Prêmio de Aquisição no valor de R$ 15 mil e o troféu Canal Brasil, ao Melhor filme de curta metragem selecionado pelo júri Canal Brasil.

Filme: Rapsódia para o Homem Negro, de Gabriel Martins

 

 

PRÊMIO EXIBIÇÃO TV BRASIL

O título premiado integrará a programação da emissora.

Melhor filme de longa metragem - R$ 50 mil

Filme: Santoro – o Homem e sua Música, de John Howard Szerman

 

MARCO ANTÔNIO GUIMARÃES

Conferido pelo Centro de Pesquisadores do Cinema Brasileiro para o filme que destaca  o uso de material  de arquivo e de pesquisa  cinematográfica.

Filme: Santoro – o Homem e sua Música, de John Howard Szerman

 

PRÊMIO ABRACCINE - O Prêmio da Crítica

Por fazer o retrato sensível de uma solidão usando a música como condutor narrativo dos sentimentos, humanizando um personagem a princípio duro e impenetrável, o Júri Abraccine concede o Prêmio da Crítica de melhor curta-metragem a

A Outra Margem, de Nathália Tereza

 

Por construir através de imagens potentes o ressentimento e a obsessao de seu protagonista e pela construcao de uma crescente tensao dentro de cada plano do filme, o Júri Abraccine concede o Prêmio da Crítica de melhor longa-metragem a

Para Minha Amada Morta, de Aly Muritiba

 

PRÊMIO SARUÊ – (20º Prêmio Saruê) - Confeccionado pelo artista Francisco Galeno e definido, em votação, pelos integrantes do jornal Correio Braziliense, o troféu é dedicado ao melhor momento do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.

Entre fissuras de uma seleção de filmes, inicialmente impecável, e vaias questionáveis, mas bem-vindas – enquanto manifestação; o Festival, aos 50 anos, perpetua o viés político. E é no templo, ou melhor, na Igreja – como identificou Walter Carvalho, ao falar do Cine Brasília -- que nós, da equipe do Correio, celebramos a existência da diversidade. Independente de méritos artísticos, um discurso potente e qualificado conquistou os ouvidos dos espectadores de Copyleft. Pelo conteúdo embasado e tocante, RODRIGO CARNEIRO, seu discurso merece o Saruê.

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